quinta-feira, 11 de junho de 2015

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Soneto de Paranóia

Abri os olhos dentro do escuro constante
Cantado por vozes impacientes
Elas me perseguem, medo, instante
Exigem respostas não existentes.

Movimentei para o passo, nada
Procurei incessante uma visão
Instante, atrás de um ar que nada
Tu, parada, eles, procurar-te-ão.

Inspirei aquele veneno diário
Para viver sem desespero páreo
Já fraco, deixo de lado o horário.

Parei. Ponto final tão inútil
Não sou quem escolheria, fútil

E sim, eles, que não nos abandonam

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Sonho da noite

O canto dos sonhos
Dos sonhos cantados
Jogados
            No canto.
Sobe
            A escada
                        Do corpo
            No
            Meio
                        Da noite
Quando           foge de
            Casa.
Para chegar
N o canto dos sonhos
Dos sonhos cantados
                                   Longe do Sol
Só perto do Dó
Dó do canto
                                   Canto dos sonhos
Sonhos cantados
            Empilhados
            Enfatizados
            Espalhatifados
            Criados
            No
            Meio

                        Da noite.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Quero ser

Eu quero ser definido pelos abraços de despedida
Os que sempre pedem por mais
Pelas últimas palavras ditas
Sem saber que vai deixar pra trás.
Quero ser visto de cima
Para me ver por inteiro
Sentir que talvez o clima
Me completou em cheio.
Quero ser deixado pelo beijo nunca dado
Para poder ver no passado
O mistério do sentimento